sábado, 3 de março de 2012

não posso

Desculpe! Eu sinto muito. Não deveria ser assim, mas eu não posso. Eu realmente ainda não posso. Seria injusto com você, e principalmente comigo. Eu sei que suas intenções são legais, e acredite, eu gostaria muito que desse certo. Mas eu me conheço. Me conheço o suficiente para saber, que eu vou lhe machucar, que vou lhe fazer sofrer, e você não precisa passar por isso. Não precisa se colocar no meio deste furacão, não faça isso, não me seduza, porque infelizmente neste caso quem pode sair machucada é você. Infelizmente hoje não a lugar para você aqui, eu queria que houvesse, eu queria que fosse diferente, mas não há... mas não é. 

Eu não sei se no meio desta confusão toda há lugar para mim!? tanto que eu mesmo tentei fugir disto, e buscar um pouco de paz. Mas acabou, e eu voltei. Talvez para o lugar onde eu seja eu mesmo. Você me conhece, eu sempre estive a vontade aqui. Fui em busca de tranquilidade, entretanto talvez, seja a confusão que me agrade, a anarquia! 

Contudo dentro desta confusão você me pede algo que eu não posso te dar, uma paz, uma tranquilidade, perdidas. Em meio desta anarquia que são as coisas hoje, você me pede uma organização que não tenho. 

Eu realmente preciso ficar sozinho agora, se eu ficar com você, eu não estarei te dando o meu melhor. E não caia no erro de acreditar que você vai se contentar com as migalhas que agora é a única coisa que posso lhe oferecer. Migalhas de um sentimento que ainda abrem o apetite, mas não satisfazem a fome. 

Você está indo atrás de um pensamento, mas duvide deste pensamento, eu não posso lhe fazer feliz agora. Não do jeito que você quer, precisa ou merece. eu realmente sinto muito. Mas por favor, não se culpe, tampouco me culpe! Esse tipo de coisa não escolhemos. 

Eu imagino o que você esteja passando, acredite! É complicado quando não somos o objeto de amor do nosso objeto de amor. é doloroso! 

Porém mais doloroso que isso seria fazer você acreditar na completude de um amor inexistente, de um amor em pedaços. Pedaços que ainda precisam de um tempo para se reagruparem. 

Por isso lhe peço: não fique aqui! não me ame! não porque eu não mereça, mas porque você não merece estar no meio de tudo isso, desta tormenta. Fique longe, não me espere, e quando a chuva passar e eu deixar de me afogar na enchente, quem sabe eu convido você para nadar!

Um comentário:

  1. "Migalhas de um sentimento que ainda abrem o apetite, mas não satisfazem a fome."
    "Fique longe, não me espere, e quando a chuva passar e eu deixar de me afogar na enchente, quem sabe eu convido você para nadar!"

    A Anarquia inspira!
    Lindo texto!

    ResponderExcluir